maio 23, 2011

UM FADO PARA OUVIR E VER


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MEU ENLEVO, MINHA MÃE


Do CD “Um Brinde à Vida” de Nelson Duarte em 2008


Letra de: Manuel Carvalho. Fado Acácio de: Acácio Gomes dos Santos


Guitarra: Miguel Amaral. Viola: André Teixeira. Baixo: Rui Leite


GALERIA DE FADISTAS


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GALERIA DA SAUDADE


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ESCOLAS DE FADO




CARLOS RAMOS



Alfacinha de gema, Carlos Ramos tornou-se num dos fadistas mais queridos do público português, graças à sua voz quente e à sua postura modesta e discreta, assim como, ao anormal número de grandes êxitos que teve, aliás ligados à popularidade crescente do disco e da televisão, meios de comunicação que explorou com grande sucesso no início da década de sessenta. Contudo, poucos se recordam que, apesar da sua apetência pelo fado vir de criança, só tardiamente Carlos Ramos o abraçou como carreira a tempo inteiro. De facto, Ramos gostava de ficar a ouvir o fado nas tascas de Alcântara, bairro onde nasceu em 1907, e foi como guitarrista acompanhante que iniciou carreira, aprendendo a tocar guitarra portuguesa na adolescência, nos intervalos dos estudos liceais. Estudou para médico, mas a morte do pai, com apenas 18 anos, obrigou-o a trabalhar para sustentar a família, dedicando-se à radiotelegrafia, ofício que aprendera no serviço militar e do qual faria carreira profissional. Continuava, contudo, a tocar e cantar nas horas vagas, primeiro apenas como acompanhante (nomeadamente de Ercília Costa numa digressão americana) depois também como fadista em nome próprio, acompanhando-se a si próprio à guitarra, acabando, a conselho de Filipe Pinto, por se profissionalizar como cantor em 1944. Estreou-se então no Café Luso, no Bairro Alto, criando Senhora do Monte o seu primeiro grande êxito.
Ao longo da sua carreira, Carlos Ramos viria a especializar-se no fado-canção, género inicialmente pensado para os palcos de revista, e no qual conseguiria alguns dos seus maiores êxitos: Não Venhas Tarde e Canto o Fado. Frequentador regular das casas típicas de Lisboa durante as décadas de quarenta e cinquenta, fez também uma breve carreira internacional, participou em revistas e filmes e tornar-se-ia em 1952 artista exclusivo da casa de fado Tipóia, ao lado de Adelina Ramos, de onde sairia para, em 1959, abrir a sua própria casa, A Toca, experiência cujo sucesso não correspondeu às expectativas. Uma trombose ocorrida em meados da década de sessenta viria terminar abruptamente a sua carreira artística. Carlos Ramos morreria alguns anos mais tarde, em 1969.


Fonte: Wikipedia

ANDA UM FADO POR AÍ





Pôr na boca de quem canta


As palavras de quem sente


É pôr um nó na garganta


Na alma da nossa gente



É pôr saudade no peito


Desse tempo já passado


É pôr no corpo este jeito


Que tenho cantando o fado



É dizer cantar palavras


Vestidas de sentimento


Sem algemas nem amarras


Com a ternura por dentro



É soltar a voz ao vento


Numa noite já cansado


É chorar d’amor por dentro


E confessá-lo num fado