dezembro 26, 2011

HOMENAGEM À VOZ




Alma Rosa, uma das grandes vozes desta cidade, partiu prematuramente deixando grandes saudades no meio do fado. Pode-se dizer, que passou ao lado de uma grande carreira. Sua beleza, aliada á sua magnifica voz e a um estilo muito castiço que nos arrepiava ao ouvi-la, fez dela uma referencia no meio do fado da cidade do Porto. Filha da grande fadista América Rosa e tal como a mãe, nunca abandonou a sua cidade onde era rainha e se sentia muito mais “Alma” que Rosa.De um dos seus trabalhos, escolhi este tema: “Minha mãe, eu canto a noite”


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HOMENAGEM AO FADO


José Guimarães foi um poeta popular, letrista, músico, escritor, autor e encenador teatral. Nasceu no Porto em 1930. Escreveu cerca de 2.000 canções. É seguramente o autor português com mais canções gravadas. Com 18 anos iniciou-se na escrita e na encenação de Teatro de Revista para grupos de teatro amador. Mais tarde, porém, estreou-se no teatro profissional. Foi vencedor de Festivais da Canção, no país e no estrangeiro, e de numerosas Marchas de S. João. Em 1997 publicou um livro de poesia intitulado "Pedaços de Mim", editado pela C. M. de Gaia e foi condecorado com a medalha de Ouro da Cidade por mérito cultural, em 1995. Dos seus principais sucessos, que foram muitos, destacam-se: "O Emigrante", com música de Maria Albertina; "Rosas Brancas", com música de Isidro Baptista e "A Moda da Amora Negra" (a sua milésima canção, gravada em 1971, com música de Resende Dias).






Jorge Barradas nasceu em 1938 e com oito anos começou a cantar o fado. Formou o grupo "Ritmos e Melodias", viajando por França e Espanha.Em 1961 esteve ligado ao jazz, formou ainda o grupo vocal "Os 5 Reis" e fez parte do Quarteto Shopelle, do Conjunto Costa Pinto e ainda da Orquestra Maxime. Fez ainda parte do projecto: "Os Três de Portugal.Em 1972, Jorge Barradas mudou-se para o Porto e aí fundou a Taberna S. Jorge, que acolheu grandes nomes do fado. Cansado da sua actividade de empresário, o músico vendeu a sua quota e voltou à sua actividade, tendo efectuado digressões por Londres e Paris.
Jorge Barradas, músico, cantor, letrista e compositor, é um dos mais importantes nomes da sua geração.



GALERIA DA SAUDADE







ANDA UM FADO POR AÍ



novembro 19, 2011

UM FADO PARA VER E OUVIR


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JÁ NÃO REZO HÁ TANTO TEMPO


Do CD “Duque da Ribeira” de Manuel Barbosa em 1996


Letra de: Manuel Carvalho. Fado Solene de: Alberto Correia


Guitarra: Rolando Teixeira. Viola: André Teixeira


GALERIA DO FADO


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GALERIA DA SAUDADE


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ESCOLAS DO FADO




CAMANÉ





Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos, conhecido por Camané é um fadista nascido em Oeiras em 1967. Faz parte de uma grande geração de fadistas, de onde sobressaem seus dois irmãos. Pedro Moutinho e Hélder Moutinho.



Camané, em 1979 ganhou a Grande Noite de Fado, numa época em que não havia competição em separado para os mais novos, o que lhe possibilitou a gravação de álbum produzido por António Chainho. Gravou mais alguns discos nesta fase. Depois de interrupção de alguns anos regressou às lides do fado, actuando em diversas casas de fado. Participou também em produções de Filipe Lá Féria - "Grande Noite"; "Maldita Cocaína"; "Cabaret" - onde se evidencia. Em 1995 grava o disco Uma Noite de Fados" com a colaboração de José Mário Branco. O álbum N Linha da Vida foi editado em 1998.



"Esta Coisa da Alma" é o disco de 2000. Pelo Dia Dentro é lançado em 2001.



Grava ao vivo o disco "Como sempre… Como dantes".



A partir de 2004 esteve envolvido no projecto Humanos. Em 2006 é lançado o DVD: Ao Vivo No São Luis. O álbum Sempre de mim, editado em 2008, marca o regresso aos discos de estúdio. Em 27 de Setembro de 2010, editou “Do amor e dos dias”.



Camané (que foi casado com a grande interprete de fado: Aldina Duarte) faz parte da história contemporânea do fado, pela sua voz e seu estilo.



Fonte: Wikipedia, com arranjos de texto meus

ANDA UM FADO POR AÍ




Eu gosto tanto de ti



Que num só dia senti



Saudades de te não ver



O dia a custo passou



A noite tanto custou



Meu amor por te não ter





Para o teu corpo afagar



E a tua boca beijar



Meu Deus como demora



Eu queria ter o poder



De num minuto fazer



O tempo de uma hora





Quero dar-me com loucura



E sentir toda a ternura



Que tu tens para me dar



E poder num só segundo



Ter todo o tempo do mundo



Que quiser para passar





Apenas num dia apenas



Cantei p’ra ti mil poemas



Com raiva de te não ter



Eu gosto tanto de ti



Que num só dia senti



Saudades de te não ver

outubro 22, 2011

UM FADO PARA OUVIR E VER


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CANTAR


Do CD “Assim é meu fado” de Cátia Sofia em 2005


Letra de: Manuel Carvalho. Fado Amora de: Joaquim Campos


Guitarra: Adão Pereira. Viola: Paulo Faria de Carvalho. Baixo: Zé Alberto


GALERIA DO FADO


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GALERIA DA SAUDADE


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ESCOLA DE FADO



















FERNANDA MARIA



Maria Fernanda Carvalheira dos Santos nasceu em Lisboa em 1937, começando desde muito nova a sua vocação como fadista. Chegou a ser conhecida como “A Miúda do Alto do Pina” talvez porque a sua carreira se iniciou nas mesmas alturas de Tristão da Silva. Com apenas 12 anos de idade gravou o seu primeiro disco e a sua estreia como fadista profissional ocorreu no Parreirinha de Alfama. Nos anos dos 60s Fernanda Maria realizou o seu sonho com a abertura da sua casa típica Lisboa à Noite, local atraente para as grandes estrelas do fado num ambiente onde os apontadores do fado e os fadistas de nome reuniram-se para ouvir a voz do verdadeiro Fado. Fernanda Maria realizou digressões pelo estrangeiro e gravou mais de 80 discos com enormes sucessos como: Zanguei-me Com O Meu Amor, A Mais Linda Canção, Alamares, Desilusão e Não Passes Com Ela à Minha Rua. O nome Fernanda Maria será sempre ligado ao fado e referente como uma das melhores fadistas de Lisboa.


D.Belo



É uma das grandes referências do fado, pela interpretação cuidada, sabe dividir versos, tem dicção, compasso, sendo uma estilista de excepção. Disse: Luís de Castro. Para este estudioso, ouvi-la hoje “é uma lição de fado”, opinião partilhada por José Manuel Osório.


Fadista castiça, como se diz no meio, a Fernanda, a uma carreira internacional, terá preferido o seu retiro de fado e o convívio com fiéis admiradores, disse Luís de Castro. Lamenta no entanto, o “esquecimento” em que o seu nome caiu, mas referiu que ainda hoje os fados criados por si são cantados.


Fonte: Maria João Serra - Cotonete


ANDA UM FADO POR AÍ




















Com meu rosto pousado em teu peito



Depois desse momento tão feliz



Adoro ver em teus olhos esse jeito



Tão lindo que tu pões quando sorris





Quando a noite chega para o amor



E acende em nós loucos desejos



Unimos nossas almas no calor



Dos corpos que se moldam entre beijos





E é sempre com esta intensidade



Em cada noite amor que nos amamos



Vivemos numa interna felicidade



Que Deus abençoa e nós sonhamos





Adormeço em teus braços de ternura



Sentindo ao longe o teu aconchegar



Cansada de prazer e de loucura



Solto as asas da noite e vou sonhar






setembro 24, 2011

UM FADO PARA OUVIR E VER


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O FADO QUE EU MAIS GOSTAVA


Do CD “Um Fado para vós” de Aida Arménia em 2003


Letra de: Manuel Carvalho. Fado Cuf de: Alfredo Marceneiro


Guitarra: Eduardo Jorge. Viola. Alexandre Santos


GALERIA DE FADISTAS


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GALERIA DA SAUDADE


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ESCOLAS DO FADO





FERNANDO MAURÍCIO



Detentor de uma voz genuína e arreigado às suas raízes lisboetas, é hoje considerado por muitos conhecedores da especialidade como o maior fadista da sua geração, apesar do seu descuido perante a necessidade de uma carreira discográfica.


Corria o ano de 1933, quando no dia 21 de Novembro, nasceu na Rua do Capelão, no coração do Bairro da Mouraria, Fernando da Silva Maurício.


Provinha de uma família centenária daquele bairro. Com apenas oito anos começou a cantar numa taberna da rua onde morava, “O Chico da Severa”, onde também os fadistas se juntavam, após as festas de beneficência onde participavam.


Fernando Maurício lembra com saudade, momentos preciosos dos tempos de infância, em que, de madrugada, fugia de casa dos seus pais e “abria o ferrolho, abria a porta pela surdina e ia para a taberna. Eles (os artistas) iam para ali matar o bicho e de vez em quando tocavam ali um fadinho. Eu tinha uma paixão pela guitarra. Era uma loucura. Punham-me em cima de uma pipa e eu começava para ali a cantar… parecia um papagaio.”


O Fado era o seu bairro. Revelando, desde cedo, os seus dotes para o mundo do espectáculo, foi com apenas treze anos, em 1947, que se sagrou em terceiro lugar no concurso "João Maria dos Anjos", organizado no Café Latino. Nessa altura, obteve uma autorização a título excepcional da Inspecção de Espectáculos, e pôde assim dar início à sua actividade musical a nível profissional. Ainda no mesmo ano, a 29 de Junho participa na Marcha Infantil da Mouraria, no papel de Conde de Vimioso ao lado de Clotilde Monteiro como Severa. Por esta altura trabalhava como sapateiro.


Contratado pelo empresário José Miguel, cantou regularmente durante um período de três anos, aos fins-de-semana, nas casas por ele exploradas, nomeadamente Café Latino, o Retiro dos Marialvas, o Vera Cruz e o Casablanca no Parque Mayer. No entanto, quando contava dezassete anos resolveu interromper a actividade, que só retomou em 1954, no Café Luso, no Bairro Alto. Aqui, actuou já profissionalizado, bem como, na Adega Machado e na casa típica O Faia. Nos anos 60 e 70 foi a vez de outras casas de fado de Lisboa, como a Nau Catrineta, a Kaverna, o Poeta, a Taverna d’El Rey e novamente, o Café Luso. Estas casas conquistaram novos públicos com as actuações de Fernando Maurício que seria apelidado de Rei do Fado. Nos anos 80 começou a actuar na Adega Mesquita.


São vários os fados que Fernando Maurício celebrizou. Entre eles, A Igreja de Santo Estêvão, com composição de Gabriel Oliveira e Joaquim Campos. Fernando Maurício cantou em programas de fados na Emissora Nacional e participou nos primeiros programas da RTP experimental, bem como no terceiro a ser transmitido.


Preferia cantar em festas de beneficência e solidariedade, por todo o país, não se preocupando muito com uma carreira discográfica. Apesar de tudo, gravou discos, dos quais se contam, para além dos fados com Francisco Martinho e da participação em várias colectâneas de fados: De Corpo e Alma sou Fadista, 1984; Fernando Maurício, Tantos Fados deu-me a Vida, 1995, Fernando Maurício, Os 21 Fados do Rei, 1997; Fernando Maurício, col. O Melhor dos Melhores, 1997; Fernando Maurício, Clássicos da Renascença, 2000.


Participou em inúmeros espectáculos no estrangeiro, nomeadamente no Luxemburgo, Holanda, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos.


Continuou sempre ligado ao bairro da Mouraria, ao Grupo Desportivo da Mouraria, a que sempre esteve ligado bem como, à marcha do bairro, aos seus amigos de juventude, aos jogos de futebol, da Laranjinha, às cantorias e aos bailaricos, que recorda com saudade: “Havia uma padaria na Rua do Capelão onde eu nasci e nós naquela altura – nos anos 40 – dormíamos todos na rua. De manhã levantávamo-nos e íamos lavar a cara ao Chafariz da Guia. Eram muitos amigos que eu tinha. Tínhamos uma equipa de futebol e jogávamos à bola na Rua do Capelão. Entre o Capelão e a Guia. Jogávamos descalços. Nessa padaria havia cestos de verga com pão quentinho, acabadinho de sair do forno. De madrugada, enquanto o padeiro trabalhava, encostávamo-nos à porta e tirávamos uns pães. Era uma época muito má. Corriam os tempos da guerra. Nós éramos 5 irmãos, depois nasceram os dois mais novos. A minha mãe era do Bonfim, do Porto. Lavava roupa para ajudar em casa”.


Foi ainda dessas memórias com um desses amigos, o poeta Mário Raínho, que saiu um dos seus fados preferidos, “O irmão da Juventude”. Recebeu ao longo da sua vida vários prémios, dos quais se contam: Prémio da Imprensa (1969) e os Prémios Prestígio e de Carreira da Casa da Imprensa (1985/1986). Em Maio de 2001, no Coliseu, foi agraciado pelo Presidente da República, com a Comenda da Ordem de Mérito.


Era avesso a homenagens mas em 1989, Amália descerrou na rua onde nasceu duas lápides evocativas das vozes do fado emblemáticas deste bairro: Maria Severa Onofriana e Fernando da Silva Maurício. A Câmara Municipal de Lisboa assinalou em 1994 as suas bodas de ouro artísticas no S. Luís. E em 2001 de novo o homenageou nos Paços do Concelho quando publicou, com a colaboração da então EBAHL (actual EGEAC) e da Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa, a sua biografia pessoal e artística.


Faleceu a 15 de Julho de 2003 em Lisboa. O coração da fadista que chora, canta e sofre parou, mas os seus fados continuam a ser ouvidos nos bairros típicos de Lisboa.


A Câmara Municipal de Lisboa presta-lhe mais uma homenagem ao atribuir o seu nome a uma rua de Lisboa, na freguesia de Marvila. Desta vez os seus caminhos vão-se cruzar com Fernando Farinha e Armandinho, outras duas vozes do fado que, aqui perto, ficam recordados na toponímia de Lisboa.


Fonte: Wikipédia


ANDA UM FADO POR AÍ












PASSEIAS NOS MEUS SONHOS
.


Passas as noites comigo


A passear nos meus sonhos


Sozinha p’ra meu castigo


Eu passo os dias medonhos
.


Ai quem me dera poder


Nas horas que o dia tem


Dormir sonhar p’ra te ter


Presa a meus sonhos também


.


Tudo isto é a saudade


Do teu corpo dos teus beijos


E creio nessa verdade


Sonhos traduzem desejos
.


O dia é meu inimigo


Só te tenho noite fora


De noite sonho contigo


Vem a manhã, vais-te embora

agosto 21, 2011

UM FADO PARA OUVIR E VER




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DILEMA


Do CD “Um Brinde à Vida” de Nelson Duarte em 2008


Letra de: Manuel Carvalho. Fado Louco de: Alfredo Marceneiro


Guitarra: Miguel Amaral. Viola: André Teixeira. Baixo: Rui Leite


GALERIA DO FADO




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GALERIA DA SAUDADE




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ESCOLAS DO FADO





FERNANDO FARINHA



Talvez poucas pessoas saibam que esta figura tão típica da cidade de Lisboa e da sua memória nasceu, afinal, no Barreiro, em 1928. O seu pai, barbeiro, decide tentar a sorte na capital e, com 8 anos, o pequeno Fernando vem viver para o bairro do Bica.
No ano seguinte canta pela primeira vez em público, num concurso entre bairros. Triunfante, com alcunha logo ali ficou: o "Miúdo da Bica". Com 11 anos, por morte o pai torna-se profissional do fado, para o que foi precisa licença especial. Apoiado pelo conhecido empresário José Miguel, vai ganhar 50 escudos por noite no Café Mondego. Pela mão de Fernando Santos, jornalista e autor, entra ainda criança no Teatro de Revista (Boa Vai Ela), na qual se estreia, igualmente, Laura Alves. Aufere 100 escudos por noite. Assim ampara a família.
O percurso das casas de fados será o seu destino nos anos que se seguem: Retiro da Severa, Solar da Alegria, Café Latino. Com 23 anos vai pela primeira vez ao Brasil. Aí estará durante quatro meses, actuando nas rádios Tupi e Record, de São Paulo. Ao longo de toda a década de cinquenta internacionalizará, progressivamente, a sua carreira junto das prósperas comunidades portuguesas, sobretudo do Brasil. Em 1957 é nomeado "A Voz mais portuguesa de Portugal", pela Rádio Peninsular.
Presente na televisão desde os seus alvores, Fernando Farinha participa no programa Melodias de Sempre. A década de sessenta é o culminar da sua popularidade. Segundo classificado em 1961, triunfa em 1962 como Rei da Rádio. No ano seguinte vence o primeiro galardão "Disco de Ouro", à frente de Calvário e de Tudela. Em 1963 ganha o Óscar da Casa da Imprensa para melhor fadista. Participou nos filmes O Miúdo da Bica e Última Pega.
Continuou a sua carreira nas décadas seguintes, actuando sobretudo para as comunidades de emigrantes. Uma das suas facetas menos conhecidas é a sua capacidade como autor e letrista, escreveu enumeras letras que mesmo ele interpretou. Assim a titulo de exemplo —Todos se recordam do grande êxito na voz de Fernando Maurício “Um copo, mais um copo” com letra e música de Fernando Farinha. O Miúdo da Bica, faleceu a 12 de Fevereiro de 1988, mas foi um grande marco no panorama do fado.


Fonte: Wikipedia




ANDA UM FADO POR AÍ


Quero dormir em teus braços




És colo dos meus cansaços




Poema que eu concebi




Aproveitando este ensejo




Vou confessar-te num beijo




Que gosto muito de ti




.




Ninguém me conte a verdade




Dizendo que a felicidade




Não passa duma expressão




Antes viver na utopia




Num mundo de poesia




Que perder essa ilusão




.




Quero que sejas meu fado




Todo a rimas bordado




Com linhas feitas de luz




Que tenha alma e me diga




Muito mais que uma cantiga




Na minha voz que o traduz




.




Quando a tristeza vier




Chamo-te minha mulher




P’ra fazeres amor comigo




Num incesto mais que louco




Vou fazendo pouco a pouco




Este poema contigo







julho 25, 2011

UM FADO PARA VER E OUVIR


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NÁO CHEGA SÓ A PAIXÃO


Do CD “Cabelo Branco” de Joaquim Brandão em 2003


Letra de: Manuel Carvalho. Fado Isabel de: Fontes Rocha


Guitarra: Eduardo Jorge. Viola: Alexandre Santos


GALERIA DO FADO


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GALERIA DA SAUDADE


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MANUEL DE ALMEIDA





Considerado por muitos, um dos últimos grandes fadistas castiços, Manuel de Almeida nasceu em 1922 em Lisboa. Sapateiro de profissão, começou a cantar fado com dez anos de idade, mas o seu feitio tímido jogava contra o seu talento, de tal modo que, embora desde 1937 participe em espectáculos de amadores, só em 1951 se profissionaliza, estreando-se no Tipóia e abandonando o seu ofício de sapateiro. Com seu modo muito peculiar de interpretar o Fado Corrido, Manuel de Almeida ficou na história do fado como um estilista nato.
Manuel de Almeida gravou relativamente poucos discos, pois a maior parte da sua carreira foi feita nos retiros e casas de fado lisboetas, às quais se mantinha invulgarmente fiel: Doze anos na Tipóia, onze no Lisboa à Noite, e dezasseis no Forte D. Rodrigo. Contudo, dos seus discos aquele que mais se destaca para muitos observadores é. Eu Fadista Me Confesso, que Rão Kyao lhe produziu em 1987. Faleceu em 1995.



Fonte: Wikipedia

ANDA UM FADO PAR AÍ









PALAVRAS PARATI



Há palavras por nascer / No meio do labirinto




Dos poemas que te fiz




Saudades eu sei dizer / Mas não define o que sinto




Quando me sinto infeliz.




Em sonhos vejo palavras / Carregadas de emoção



Que gostava de cantar



Vejo-as redondas, quadradas / E em forma de coração



Mas que não sei soletrar.



Com palavras doutras castas / Ando a tentar inventar




Algumas para te dizer




Muitas delas estão gastas / Já rompi o verbo amar




Por tanto amor te querer

junho 23, 2011

UM FADO PARA VÓS


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FADOCANTO


Do CD “Bom dia Portugal” de Rosita em 2003


Letra de: Manuel Carvalho. Música de: Nel Garcia


Guitarra: Eduardo Jorge. Viola: Alexandre Santos


GALERIA DO FADO


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GALERIA DA SAUDADE


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ESCOLAS DO FADO




AMÁLIA RODRIGUES



Amália da Piedade Rodrigues, nasceu em Lisboa a 1 de Julho de 1920. Foi fadista e actriz, considerada o exemplo máximo do fado, aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Faleceu a 6 de Outubro de 1999 e está sepultada no Panteão Nacional entre os portugueses mais ilustres.


É em 1935 que, pela primeira vez, Amália aparece publicamente e canta o Fado Alcântara. Até 1938, ano em que concorre ao Concurso da Rainha dos Bairros, canta em diversos locais de fado amador, com o nome de Amália Rebordão. Em 1939, estreia-se, como fadista profissional, no Retiro da Severa e, a partir de 1940, Amália integra o elenco de várias casas de fado, é atracção em algumas revistas e também actua em operetas.


Em 1943, começa a sua carreira internacional, actuando em Madrid, e no ano seguinte, no Brasil. Em 1947 inicia a sua participação no cinema, tendo ganho o prémio para Melhor Actriz de Cinema com o filme “Fado, História de uma cantadeira”.
Durante os anos de 1949 e 1950, Amália Rodrigues canta em Paris, Londres, Brasil, Berlim, Dublin, Roma e Berna, actuando em Lisboa, unicamente em 1949, no Café Luso e no Casino Estoril.
O ano de 1951 assinala a sua primeira gravação, em Portugal, para a editora Melodia; só no ano seguinte, Amália começa a gravar para o Valentim de Carvalho. Nas décadas de 50, 60 e 70, Amália actua quase que exclusivamente no estrangeiro. Só em 1985 realiza em Portugal o seu primeiro grande concerto, no Coliseu dos Recreios, aí voltando em 1987 para mais dois espectáculos e na década de 90, em que já se vislumbra o poente de Amália Rodrigues, é a década de todas as homenagens.
Acerca da fadista, escreveu Vítor Pavão dos Santos duas obras biográficas, Amália (1987) e Amália – Uma Estranha Forma de Vida (1992); Em 2005, a editora Planeta de Agostini publica a biografia Amália, da autoria de Nuno Almeida Coelho, uma obra de consulta obrigatória.


Amália foi incontestavelmente a maior fadista de que Portugal se orgulha.


Fonte: Wikipedia

ANDA UM FADO POR AÍ


O FADISTA


Na Igreja de Santo Estevão”


Ardem guitarras na praça


Em auto de sacrifício.


Não há versos que descrevam


Esse fadista de raça


Que foi Fernando Maurício.


.


“Tantos fados deu-lhe a vida”


De sofrimento e mal paga


“Escreveu seu nome no vento”.


Deixou-nos p´ra ser ouvida


Como “Estrela que se apaga”


Sua voz por testamento.


.


O seu estilo ficou


A letras d’ouro gravado


Nos anais da tradição.


“O seu coração parou”


Chegou ao fim o seu fado


“Boa noite solidão”.