setembro 13, 2012

UM CD

HOMENAGEM À VOZ

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AMÁLIA RODRIGUES

Amália da Piedade Rodrigues nasceu em Lisboa em 1920. Considerada o exemplo máximo do fado, aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses mais ilustres.
Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na nossa cultura, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo. Aparecia em vários programas de televisão pelo mundo fora, onde não só cantava fados e outras músicas de tradição popular portuguesa, como ainda canções contemporâneas (iniciando o chamado fado-canção) e mesmo alguma música de origem estrangeira (francesa, americana, espanhola, italiana, brasileira). Marcante contribuição sua para a história do Fado, foi a novidade que introduziu de cantar poemas de grandes autores portugueses consagrados, depois de musicados. Teve ainda ao serviço da sua voz a pena de alguns dos maiores poetas e letristas seus contemporâneos.

HOMENAGEM AO FADO


MANUEL DOMINGOS

Manuel Domingos começou a cantar nos anos 60 no Galito. Actuou em várias casas da linha do Estoril, designadamente Cartola, Estribo que foi mais tarde o Forte D. Rodrigo, entre outras. Tinha especial cuidado nas letras que escolhia para cantar. "Há que respeitar os poetas", afirmava o fadista que sublinhava: "o fado são as palavras, e os sentimentos que delas advêm". "As letras têm de me dizer qualquer coisa para que sinta capacidade em as transmitir aos outros". Cultivava o espírito de tertúlia, um dos factores que mais o cativava no fado, onde conheceu "as melhores pessoas". Animava-o o espírito de solidariedade, de amizade e partilha. Manuel Domingos trabalhou sempre na área das artes gráficas. "Por volta de 1971" gravou um LP ao vivo no Arreda, em Cascais.



 

ALBERTO JANES

Licenciou-se em Farmácia na Faculdade de Farmácia do Porto, em 1934.

Já nessa altura era notada a sua aptidão inata para o espectáculo musicado ao ser autor de diversas récitas. Após o curso estabeleceu-se em Reguengos como proprietário de uma farmácia que já era do pai.

Alberto Janes ficou e é conhecido mundialmente pelos poemas e músicas de que foi autor. Alberto Janes prontificou-se um dia, nos anos 50 do século passado, a levar um fado a Amália Rodrigues, no seguimento duma conversa havida em Reguengos com um amigo comum aos dois. Lá “apareceu timidamente com umas partituras debaixo do braço… disse que tinha ‘umas coisas’ que achava que eram boas para que cantasse…

Quem rodeava Amália nesse dia teve uma opinião negativa acerca de Alberto Janes… que era um desconhecido, que a música dele não dava para Amália cantar, etc… Contudo, Amália, com o seu ‘olho clínico’, a sua sensibilidade, contrariou essas opiniões e gravou o ‘Foi Deus’. Seguiram-se outros tantos trechos, o célebre ‘Vou dar de beber à dor’, que, tal como Amália vaticinara, seriam sucessos em qualquer parte do mundo. Após o êxito de “Foi Deus” a que se juntaram problemas de ordem familiar e financeira, Alberto Janes muda nos anos 60 do século passado a sua residência para Oeiras, após vender a sua farmácia de Reguengos. Foi professor de Ciências na Escola Técnica do Cacém e foi, durante cerca de 10 anos, Director da Farmácia Estácio, em Lisboa. A cidade de Reguengos de Monsaraz perpetuou a figura de Alberto Fialho Janes baptizando uma das suas ruas com o seu nome.

GALERIA DA SAUDADE



ANDA UM FADO POR AÍ