outubro 10, 2012

UM CD

HOMENAGEM À VOZ

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FRANCISCO MARTINHO

Francisco Martinho, dono de uma voz fabulosa que além de melodiosa, tinha nos seus “pianinhos” um estilo muito próprio de interpretar o fado. Gravou juntamente com Fernando Maurício, de quem era muito amigo, inúmeros fados em dueto. São conhecidos muitos fados seus, que ainda hoje nos deliciam com seu timbre, dicção e forma de os cantar.


Deixou-nos muito cedo e é pena que pouco ou nada se saiba da sua biografia.

HOMENAGEM AO FADO

 LUCILIA DO CARMO


Lucília Nunes Ascensão do Carmo nasceu em Portalegre em 1920. Aos cinco anos, vem com a sua família para Lisboa. A sua estreia como fadista aconteceu no Retiro da Severa, em 1936, quando apenas contava 17 anos, a sua presença em palco e voz captaram as atenções do público e o reconhecimento veio rapidamente.

Casada com Alfredo de Almeida, em 1939, nasce o seu filho Carlos do Carmo que, influenciado pela sua mãe, mais tarde se tornaria num grande fadista, com uma bem sucedida carreira nacional e internacional.

Em 1947, abriu a sua própria casa de fados, chamada Adega da Lucília, que mais tarde mudou o nome para O Faia. Retirou-se durante cinco anos e partiu para o Brasil. Após o seu retorno realizou algumas digressões no estrangeiro.

Entre os seus êxitos contam-se Leio em teus olhos, Foi na Travessa da Palha, Maria Madalena, Não gosto de ti, Preciso de te ver, Senhora da Saúde, Olhos garotos, Antigamente, Tia Dolores, Loucura, Zé Maria, Lá vai a Rosa Maria.

Na década de 1980, retirou-se da vida artística. Indubitavelmente, uma dama do fado corrido, tida como uma das melhores vozes do fado.



CARLOS RAMOS


Carlos Augusto da Silva Ramos nasceu em Lisboa em 1907.

Tornou-se num dos fadistas mais queridos do público português, graças à sua voz quente e à sua postura modesta e contudo, apesar da sua apetência pelo fado vir de criança, só tardiamente Carlos Ramos o abraçou como carreira a tempo inteiro.

De facto, foi como guitarrista acompanhante que iniciou a carreira, estudou para médico, mas a morte do pai, obrigou-o a trabalhar para sustentar a família, continuava, contudo, a tocar e cantar nas horas vagas, primeiro apenas como acompanhante (nomeadamente de Ercília Costa numa digressão americana) depois também como fadista em nome próprio, acompanhando-se a si próprio à guitarra, acabando, a conselho de Filipe Pinto, por se profissionalizar como cantor em 1944. Estreou-se então no Café Luso, no Bairro Alto, criando Senhora do Monte o seu primeiro grande êxito. Ao longo da sua carreira, viria a especializar-se no fad-canção, género inicialmente pensado para os palcos de revista, e no qual conseguiria alguns dos seus maiores êxitos: Não Venhas Tarde e Canto o Fado. Frequentador regular das casas típicas de Lisboa durante as décadas de quarenta e cinquenta, fez também uma breve carreira internacional, participou em revistas e filmes e tornar-se-ia em 1952 artista exclusivo da casa de fado Tipóia, ao lado de Adelina Ramos, de onde sairia para, em 1959, abrir a sua própria casa, A Toca, experiência cujo sucesso não correspondeu às expectativas. Uma trombose ocorrida em meados da década de sessenta viria terminar abruptamente a sua carreira artística. Carlos Ramos morreria alguns anos mais tarde, em 1969.

GALERIA DA SAUDADE



ANDA UM FADO POR AÍ