agosto 30, 2010

UM FADO PARA OUVIR E VER

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GENTE DO FADO


Dia 04 – Poetiza e letrista, Manuela Freitas

Dia 11 – Fadista do Porto, Manuel Barbosa

Dia 11 – Fadista nortenha, Angelina Pinto

Dia 12 – Fadista “Tripeira”, Florência





Dia 01 – Cançonetista, Maria Clara, 2009

22 ANOS DE FADO 1988/2010


2004 / MARIA MAIA

FADOCANTO

Música própria / Nel Garcia

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Trago fado no peito como alento

Junto ás minhas coisas mais secretas

Dou-lhe a minha voz cantando ao vento

Palavras mais sentidas dos poetas

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Foi fado o meu nascer ó minha mãe

Foi fado amores que tive e vi morrer

É fado o meu viver sem ter ninguém

Será fado o meu fim quando vier

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Meu modo de cantar este meu jeito

Nasceu comigo numa tarde calma

Por isso trago fado no meu peito

E canto quando a dor m’invade a alma

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É fado a minha voz que por encanto

Te leva esta mensagem plangente

É fado este sentir que t’amo tanto

E dize-lo cantando a toda a gente

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2005 / CÁTIA SOFIA

ASSIM É MEU FADO

Fado Cuf / Alfredo Marceneiro
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Mal tive a noção de ser gente

Nasceu p’ra mim o fado nesse dia

Agora deixem que m’apresente

Sou para todos vós Cátia Sofia

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Trago junto à garganta o coração

Na minha voz o grito de criança

Que o fado seja sempre esta razão

Tão verde como um hino de esp’rança

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Trago também o peito a transbordar

De sentimentos feitos de pureza

E ponho alegria em meu cantar

Porque o fado não é sempre tristeza

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Trago neste meu cantar plebeu

A mensagem de paz o meu recado

Agradecendo a voz que Deus me deu

E fazer-me gostar tanto de fado

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Quero abrir as portas mais secretas

Que o fado ás vezes fecha a quem é novo

Cantar pelas palavras dos poetas

O sentir mais profundo do meu povo

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2005 / CÁTIA SOFIA

CANTAR

Fado Amora / Joaquim Campos

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Há muita gente a meu lado

Que me tem dito em surdina

Não deves cantar o fado

Ainda és tão pequenina

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Não hesito em responder

O que penso ser verdade

Deixem cantar quem quiser

O fado não tem idade

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De cantar até aposto

Gostava quem me diz isso

Se canto é porque gosto

Ninguém tem nada com isso

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Tal e qual o respirar

Que o ser vivo domina

Eu morro se não cantar

Qu’importa ser pequenina

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Enquanto voz Deus me der

Não m’importa o que se diz

Serei fadista e mulher

E a cantar vou ser feliz

MINHAS PALAVRAS SENTIDAS


LOUCA OBSESSÃO

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Se a madrugada me trouxesse

Teu corpo embrulhado em luar

Uma só noite em que eu pudesse

Ter-te em meus braços para amar

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Da tua boca de cereja doce

Beberia o sabor de teus beijos

E de teus seios e mais que fosse

Mataria minha sede de desejos

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Vá madrugada, faz-me a vontade

Faz desta mentira uma verdade

Transforma este sonho, esta ilusão

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Juro nada mais querer para mim

Depois, posso descansar por fim

Desta louca e dolorosa obsessão.

agosto 14, 2010

UM FADO PARA OUVIR E VER

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GENTE DO FADO

Dia 15 – Fadista figueirense, Isabel Borges

Dia 15 – Fadista do Porto, Leonor Santos

Dia 16 – Fadista nortenho, Vítor Rodrigues

Dia 19 – Fadista matosinhense, Cátia Sofia

Dia 21 – Fadista do Porto, Beatriz da Conceição

Dia 22 – Fadista portuense, Fernando João

Dia 22 – Violista matosinhense, Paulo Faria de Carvalho

Dia 25 – Cançonetista gaiense, Rosita

Dia 25 – Cançonetista nortenha, Lurdes de Sousa

Dia 25 – Fadista Sandra Correia

Dia 28 – Fadista de Avintes, Manuel Russo





22 ANOS DE FADO 1988/2010

2003 / FILOMENO SILVA

UM LEVE GOSTO A PECADO

Fado Franclim / Franclim Godinho

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És na vida a minha sina

Tu és um sonho de Deus

Que minha alma ilumina

E alegra os olhos meus

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O teu olhar meigo e doce

Duma doçura divina

E mesmo que assim não fosse

És na vida a minha sina

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Um leve gosto a pecado

Têm teus lábios nos meus

Tu és na vida o meu fado

Tu és um sonho de Deus

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O teu corpo me seduz

Tudo em ti me fascina

Mau amor tu és a luz

Que minha alma ilumina

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Nos dias em que não das

De beber aos lábios meus

E a saudade que traz

A tristeza aos lábios meus

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2003 / OS “MENOS”

FADOCANTO

Música própria / Nel Garcia

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Trago fado no peito como alento

Junto ás minhas coisas mais secretas

Dou-lhe a minha voz cantando ao vento

Palavras mais sentidas dos poetas

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Foi fado o meu nascer ó minha mãe

Foi fado amores que tive e vi morrer

É fado o meu viver sem ter ninguém

Será fado o meu fim quando vier

.

Meu modo de cantar este meu jeito

Nasceu comigo numa tarde calma

Por isso trago fado no meu peito

E canto quando a dor m’invade a alma

.

É fado a minha voz que por encanto

Te leva esta mensagem plangente

É fado este sentir que t’amo tanto

E dize-lo cantando a toda a gente

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2001 / ANTÓNIO PASSOS

ARRUMADO NO SOTÃO

Fado J. M. dos Anjos / João Maria dos Anjos

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Eras sonho adormecido

Que á muito tempo guardava

No sótão das ilusões

Um fado quase esquecido

Qu’eu há muito não cantava

Nas minhas recordações

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Mas quando ontem te vi

Eu pude rever também

Quanto o amor pode durar

Foi então que compreendi

Que há feridas que um homem tem

Que levam tempo a curar

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Tu és sonho do passado

Que vou de vez qualquer dia

No meu sótão arrumar

Poema lindo dum fado

Em soberba melodia

Mas que outro anda a cantar

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MINHAS PALAVRAS SENTIDAS


GESTOS DE FADO

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É a vela que se acende

É o silêncio qu’é chamado

É a Gina que se benze

Quando vai cantar o fado

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E as guitarras encantam

Neste fado que é feitiço

As mãos da Lídia cantam

E ninguém repara nisso

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Vem a noite, vem a ceia

E vem o fado dos loucos

E o corpo da Aida ondeia

Mas reparam muito poucos

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Depois o fado comanda

Nossa dor, nossa emoção

Mas no rosto da Fernanda

Ninguém vê sua expressão

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São gestos que o fado tem

Devem vê-los com atenção

Fechar os olhos, está bem

Mas… Abram o coração.

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