novembro 07, 2012

UM CD

HOMENAGEM À VOZ

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Artur Ribeiro.


Artur Ribeiro nasceu na cidade do Porto em 1924, mudou-se com a sua família para Lisboa em 1940. Estreou-se profissionalmente ao lado de Amália em 1944, num espectáculo da Esplanada da Voz do Operário, tendo gravado os seus primeiros discos em 1953. Como compositor, escreveu vários êxitos da música ligeira portuguesa, como Rosinha dos Limões, Maria da Graça, Adeus Mouraria, Pauliteiros do Douro, Nem às Paredes Confesso e A Fonte das Sete Bicas, tendo ganho o seu primeiro prémio como compositor com Canção da Beira em 1949. Em 1965, Artur Ribeiro contabilizava já 300 canções e 700 letras de sua autoria, feitas para si e para outros como: Max ou Tritão da Silva. Artur Ribeiro passou também pela televisão a partir de 1957, e em 1963 escreveu juntamente com Fernando Farinha a música do filme “O Miúdo da Bica”, onde participou igualmente como actor.

HOMENAGEM AO FADO


Alcindo de Carvalho

Alcindo Simões de Carvalho nasceu em 1932 na cidade de Lisboa. Viveu num ambiente fadista no coração do Bairro Alto. Na família o fado marcava constantemente presença. Um dos seus irmãos tocava viola e outro cantava. Assim a sua vocação foi descoberta com toda a naturalidade ainda na infância. Tinha 15 anos quando o guitarrista Francisco Carvalhinho descobriu o seu talento e o apresentou a Márcia Condessa que o contratou para a sua casa de fados, na Praça da Alegria. Três anos depois passou para O Faia, de Lucília do Carmo, integrando o elenco durante 16 anos. Depois passou por várias casas, como Adega Mesquita, Pico do Areeiro, Luso, Taverna d'El Rei, Embuçado e Clube do Fado. Mas onde mais se destacou foi na Parreirinha de Alfama, casa de Argentina Santos, onde actuou durante 21 anos.
Participou em diversos espectáculos como: Cabaret, de Filipe La Féria; Fados, de Ricardo Pais (ao lado de Carlos Zel, José Pedro Gomes, Luís de Matos, entre outros); e Cabelo Branco é Saudade, também de Ricardo Pais (ao lado de Argentina Santos, Celeste Rodrigues e Ricardo Ribeiro). Actuou em diversos palcos, de que se destacam um festival em Marselha e um concerto em Londres. Deixou uma discografia considerável com alguns dos seus sucessos. O seu reportório inclui temas como "Saber quem somos", "Baile dos Quintalinhos", "Cruz de Pedra", "Fado de ser Fadista", "A Rua do Desencanto", "Saudades não as Quero" ou "Braços Erguidos".

 

MANUEL DE ALMEIDA


Manuel Ferreira de Almeida, Considerado por muitos, um dos últimos grandes fadistas castiços, nasceu em Lisboa em 1922. Teve como actividade principal a profissão de fabricante e desenhador de calçado feminino. Aos 10 anos começou a sentir gosto pelo fado e a frequentar os retiros fadistas. Aos 28 anos, tornar-se profissional e o seu primeiro contrato é na Tipóia, sob a direcção de Adelina Ramos, onde permaneceu cerca de doze anos. Cantou ainda no Estribo, Retiro do Malhão, Faia, e no Olímpia Clube.
Em 1963 e 1964 recebe o prémio Imprensa e o Óscar da Imprensa atribuído pela Casa da Imprensa. Fernanda Maria convidou-o para a Lisboa à Noite, onde esteve contratado onze anos. Em 1979 Rodrigo inaugurou a sua casa o Forte Dom Rodrigo e convidou Manuel de Almeida, que ali se manteve até que a morte o silenciou. Em 1986 é o primeiro português a cantar na Coreia do Norte. Algumas das suas interpretações ainda hoje são lembradas, salientando-se de entre elas “Fado Antigo” e “Mãos Cheias de Amor”. Gravou mais de uma dezena de LP e cerca de vinte e cinco singles, Em Barcelona grava o seu primeiro LP em parceria com Mariana Silva, mas o mais significativo da sua carreira foi a edição, em 1987, de “Eu Fadista Me Confesso”, produzido por Rão Kyao, o disco foi considerado pioneiro no enlace entre a tradição e a modernidade. È autor de vários poemas que interpretou, Não Vale a Pena Meu Bem, Por te Querer Tanto, Tempos que já lá vão, Longe de Ti, É a saudade, etc., Em Fevereiro de 1994 festejou as bodas de ouro e foi homenageado no Teatro São Luiz. Em 1996 a Casa da Imprensa concede-lhe a título póstumo o Troféu Prémio Carreira. Cascais, dá o seu nome a duas ruas da cidade.

GALERIA DA SAUDADE



ANDA UM FADO POR AÍ